quarta-feira, 15 de agosto de 2007

É portuguesa!

Gosto de música portuguesa!
Gosto do sotaque único, que, mesmo tendo o idioma parecido com o nosso brasileiro, possui uma forma cantada de se pronunciar. Bonita. Tocante.

(clique nos nomes da música com o direito do mouse "abrir em uma nova janela")
Madredeus é daqueles grupos indispensáveis para quem gosta de um bom instrumental, letra bem elaborada e conjunto que prima pela perfeição. Teresa Salgueiro é a voz à frente do conjunto. Uma soprano que eu sempre achei "triste", passa um lado saudosista com lembranças de um Poturgal belo e boêmio.

Em uma canção de arrepiar, O Pastor, Teresa e super companhia trazem um lamento de uma época, que como todas, não voltam mais. Mais uma vez o sotaque, a bravura e a melancolia rondam pelos versos:

Ai que ningum volta
Ao que j deixou
Ningum larga a grande roda
Ningum sabe onde que andou

Ai que ningum lembra
Nem o que sonhou
E aquele menino canta
A cantiga do pastor

Ao largo ainda arde
A barca da fantasia
E o meu sonho acaba tarde
Deixa a alma de vigia
Ao largo ainda arde
A barca da fantasia
E o meu sonho acaba tarde
Acordar que eu no queria

Ao largo ainda arde
A barca da fantasia
E o meu sonho acaba tarde
Deixa a alma de vigia
Ao largo ainda arde
A barca da fantasia
E o meu sonho acaba tarde
Acordar que eu no queria

Dulce Pontes é outra das minhas referências. Seu fado, sua voz vibrante e as letras por ela cantadas.
Quando assisti Cinema Paradiso ouvi a música-tema da obra, que falava do sonho mágico proporcionado pela tela gigante. Dulce Pontes contava uma história com direito a "Era uma vez" e tudo! Cinema Paradiso é versão do original de Josh Groban. Envolvente, com um lirismo na interpretação, a impressão que se tem é mesmo de uma pessoa convidando para contar uma história que se seguiria ali. Um poema que seduz e traduz o espírito do filme. Inequecível:



Era uma vez
Um rasgo de magia
Dança de sombra e de luz
De sonho e fantasia
Num ritual que me seduz
Cinema que me dás tanta alegria

Deixa a música
Crescer nesta cadência
Na tela do meu coração

Voltar a ser criança
E assim esquecer a solidão
Os olhos a brilhar
Numa sala escura

Voa a 24 imagens por segundo
Meu comovido coração
Aprendeu a voar
Neste Cinema Paradiso
Que eu trago no olhar
E também no sorriso

Em outro álbum, Dulce Pontes intepreta Canção do mar. Conhecida por ser abertura tema da novela "As pupilas do senhor reitor", possui uma leveza e um ritmo imponente no início, com a introdução dos violinos:
Fui bailar no meu batel
Além do mar cruel
E o mar bramindo
Diz que eu fui roubar
A luz sem par
Do teu olhar tão lindo

Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração

Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo

É portuguesa, com certeza!
:-]

3 comentários:

Kagê disse...

É, Eli, vc me faz mais uma surpresa. Não consegui jamais ouvir "O Pastor" sem chorar.

E, sobre nosso irmãos, já estive cinco vezes em Portugal. Cada vez é uma descoberta. É lindo. É delicioso.

Bjo
Ka
Ah, leu a poesia italiana?

Bartira disse...

Hunny,
Não ouço música portuguesa e já não gosto muito...rs... Preconceito besta, sabe? Vou ouvir pra ver se mudo de idéia e depois te conto...

Smaaaaaaaaaaaaaaack!

Arnaldo disse...

Eli,

Também gosto do jeito que os portugueses cantam. Acho Dulce Pontes um pouco melosa. Gosto muito de Eugénia Melo e Castro. Parece que tem muita gente nova no cenário da música portuguesa, cantando fado com firmeza, do jeito que tem que ser. Confesso, porém, que conheço pouco. Vivo me programando pra pesquisar mais. Talvez este seu post me anime.