quarta-feira, 29 de julho de 2009

Mérito mundial


A seleção brasileira de vôlei entra em cena
E a emoção sobe.
A vibração é total,
Passa através da tela!
Como se a partida fosse disputada no quintal de casa.

E como defendem nossas cores...
Como valorizam a modalidade,
Driblando o preconceito e a falta de reconhecimento.
Entre eles, uma mistura de meninos experientes
E outros recém-chegados.

Ainda são daqueles que jogam por amor, por honra,
Sem deixar que contratos milionários apareçam mais do que o esporte.
E assim chegam oito vezes ao pódio mundial.

Com eles, há a sensação de que a vitória é certa (e merecida).
E sempre a segurança de que conosco ninguém pode.

É orgulho ao extremo,
De fugir ao alcance.
De levar às lágrimas nos passes,
Nos pontos ganhos, no lances.
Emoção que segue até o hastear da bandeira
E o executar do hino.

Fotos: Uol

12 comentários:

Kagê disse...

Na ultima vez qdo estive com minhas primas, na Italia, descobri que elas são fanáticas por nossas seleções de vôlei, tanto masculino qto feminino. E aquele país é nosso maior concorrente, né? Por eqto, mesmo, não tem pra ninguem mais!
Beijo

eLi disse...

Pois é, Kátia. Até então a Itália era a única detentora do octacampeonato, agora tem o Brasil na mesma posição!
Agora é torcer para que os bons resultados permaneçam!

Beijo!

Jairo Souza disse...

Não entendo... Uma nação q projeta nas conquistas de outras pessoas suas próprias conquistas...

Tal feito nunca será uma conquista de todos, pois, o q colaboramos pra isso? Mts deles vivem com míseros patrocínios.

Futebol até entendo, compramos camisas, pagamos mensalidade da torciada organizada, torcemos, fazemos propaganda, agora os outros esportes...

E tem quem ainda tenha o despautério de ficar triste pelo Brasil não ir mt bem nas olimpíadas! Francamente!

Desculpa ae, mas me revolto com essas coisas!

eLi disse...

Muito bom seu ponto de vista, Jairo. Mas acredito que em modalidades de baixa "tradição" no Brasil haja, sim, consumidores e apoiadores. Tudo bem que é difícil encontrar comércio de camisetas, bolas oficiais, torcidas organizadas de esportes como vôlei, basquete, handebol etc..
Além de que, para assistir a certos campeonatos, os preços costumam ser um pouco mais altos.
É triste mesmo ver praticantes de vôlei, natação, ginástica, lutas entre uma diversidade de esportes, tendo que mendigar patrocínio, pois os apoiadores não enxergam o mérito e potencial das equipes. Mas em um ponto discordo de você. Acredito que o brasileiro pode sentir-se, sim, parte dessa conquista, pois uma vez em quadra, o Brasil está representado naqueles meninos, que fazem questão de mostrar que estão ali para defender seu país. São poucos, mas há os que torcem, que fazem o melhor que podem, para mandar aquela energia legal para quem está do outro lado da tela, jogando. Mas a crítica é válida para aqueles que se dizem detentores da grana!

Abração e obrigado por sempre aparecer por aqui!

Ives Nelson disse...

Só 3 palavras:
É nós P****!

ps.: É... meu lado troglodita se releva torcendo...

eLi disse...

E não é para menos, não é, Ives? Seleção octacampeã. Com vôlei eu me empolgo também!

Abração!

Fernando R. Silva disse...

Rapaz, tenho um texto antigo sobre a seleção de vôlei masculino. Vou achá-lo e te mandar, ok.

eLi disse...

Ok, ok!
Estaria ele na Coluna Fantasma? Procurarei lá.

Abração, cara!

Jairo Souza disse...

São poucos, mas há os que torcem, que fazem o melhor que podem, para mandar aquela energia legal para quem está do outro lado da tela, jogando.

OK! Atleta agora vive de energia positiva! hauahuahuahuahuah

eLi disse...

Ahahha adorei, Jairo! Acredite, compreendo-te, mas contigo não concordo, pelo menos até aqui.
Com certeza, os jogadores não vivem somente de torcida, de apoio de um país pobre que torce por eles, muito menos da energia positiva que lhes é passada ou, tampouco, de palavras de incentivo, mostrando que eles têm a aprovação (ou não) do público que prestigia seu espetáculo! Afinal, então, pergunto: qual seria a finalidade do esporte?? Somente servir de “ganha-dinheiro” para o jogador? Não seria também uma forma de diversão, de apresentação de aptidões? (apresentação que não teria muito sentido sem um público para dar mérito, assistir, apoiar, prestigiar).
Para mim, nem tudo no mundo é uma questão monetária, de dinheiro, de lucros...
Enfim, penso que seria a mesma coisa de não ficar feliz com um novo emprego promissor de um amigo que se quer bem (afinal não sou eu quem o patrocinei, não fui eu quem o fiz chegar até lá, para quê, então, vou ficar feliz ou torcer por ele?). Ou, o mesmo que não apoiar e dar energia positiva a quem acaba de saber que será pai/mãe (não fui eu quem coloquei a criança no mundo, muito menos serei eu quem pagarei seu custo de vida, para quê dar apoio e torcer pelo seu sucesso?).
Enfim, entendi sim, em partes, o que você colocou inicialmente. É totalmente sabido dos brasileiros que o futebol é, deveras, uma das maiores e lucrativas profissões existentes, além de ser aquela que oferece oportunidade a qualquer um: desde que tenha talento para a modalidade. Mas não acho justo falar que é mais fácil apoiá-los e torcer por eles simplesmente por que eles ganham mais dinheiro do que os atletas do vôlei, da natação, etc, etc. Isso soa levemente como torcer para quem está ganhando (e mai$$)...
Ficar triste ou alegre por um feito dos jogadores que nos representam lá fora (sim, eles nos representam: já pensou se todos fóssemos jogadores, lutadores, nadadores? Não dá) é direito de todos. Não é oportunismo, muito menos modismo: é ser brasileiro. É lamentável sim, que os atletas ganhem bem menos e tenham pouco patrocínio, que tenham pouco reconhecimento do empresariado...mas dos brasileiros eles têm sim reconhecimento e mérito. É questão de bandeira, de terra, de ser de casa, de ter como cores o verde e o amarelo.


Abração, Jairo! E bom fim de semana!

Descolados do Mundo disse...

Bom, entrando na discussão...

O futebol no Brasil é quas euma coisa fora da realidade. O sonho de ser Ronaldo será realidade para pouquíssimos...
É um esporte que movimenta muito dinheiro sim, mas que por isso mesmo se estraga às vezes.
O futebol em si, só pelo esporte já se perdeu há bastante tempo. O que manda é a cartolagem...

Eu sempre fui fã do Ronaldinho Gaúcho. Desde que o menino apareceu. Quem gosta de futebol vai se lembrar de como era gostoso vê-lo jogar. Sorrisão no rosto mesmo quando sofria as piores faltas. Levantava, cumprimentava o rival e continuava rindo e fazendo suas estripulias em campo. Quem vê o Ronaldinho Gaúcho jogando hoje não vê mais isso. Não tem sorriso, não tem paixão. E ele ganha muuuuuuito mais do que ele ganhava no início... Então pensemos... É isso que movimenta um atleta?

Eu nem gosto tanto de vôlei e tenho visto os últimos jogos. Cada vez mais eles tem ganhado espaço. Talvez porque os brasileiros se identifiquem com eles. Nosso povo é pobre, usa as roupas que tem, muitas vezes é desacreditado e ainda assim vive e faz carnaval. É assim a seleção... dificuldades com patrocínio, desacreditada algumas vezes mas ainda joga e tá fazendo bonito!

eLi disse...

É, Bá. Nessas horas é que me pergunto até onde o dinheiro ajuda no esporte. Sobretudo nesse ponto que você levantou: o do fazer de forma prazerosa o que se sabe: jogar!
Quando outras motivações que não são o esporte em si, entram em jogo, a arte e a beleza acaba.

Beijão!
:-]