sábado, 4 de abril de 2009

Herói

Esse cara na foto completa 50 anos hoje.
Esse é o estilo dele, quando tinha a minha idade, um pouco antes da minha chegada, imprevista e "acidental".
Vindo de Pernambuco. Sotaque forte e de sonhos, como todos.
Meu herói.
Pai, mãe e um pouco mais.
Meu pai. Que vira cinquentão hoje.
Elias Menezes Vieira.
Ariano como eu. Vieira. Ou também Eli.
Quando eu nasci, em um 18 abril de 1984, ele acabava de completar 25 anos e agora, quem está prestes a completar os 25 sou eu - a metade da idade dele agora.
Temos uma relação muito sincera, de olho no olho, aberta.
Somos muitíssimo parecidos fisicamente, na magreza e nas feições. Coisa absurda. Acham que somos irmãos.
A ponto de me chamarem de Elias na rua o tempo todo. (Eu aceno mesmo assim).
Temos temperamentos parecidos, entre as inúmeras diferenças.
Ele casou, descasou, casou de novo, teve novos filhos.
Talvez por ser o primeiro, o mais velho de seus filhos, levo uma relação mais igual hoje em dia.
Se acho algo certo ou errado, falo na lata! Coisa que meus irmãos nem sempre o fazem.
Não sou de fazer piadinhas, porém, nem de fazer aquelas brincadeiras impertinentes, daquelas para irritar, sempre na brincadeira. Só meu irmão faz!
Enfim. Meu velho.
Aquele que me arrepia, quando me analiso às vezes, e me vejo semelhante a ele.
Referência de amor, vida, profundo.
Orgulho.
Tudo.
Na foto da formatura, meu pai e minha segunda mãe, Conceição, junto com minha irmã, Aline, de dois anos (também de abril!).

6 comentários:

Vanessa Dantas disse...

Que texto lindo, Eli! Parabéns!

Lembrei-me de uma passagem do Garcia Marquez, no Amor nos Tempos do Cólera: "...e só então compreendeu que um homem sabe quando começa a envelhecer porque começa a parecer com o pai."

Beijo.

Andréa disse...

bonito mesmo, eli!
inspirado, hein?!
parabéns!!!!!!!!!!
beijos

eLi disse...

Nossa, Vanessa! Me arrepiei com essa passagem que você citou. Não li esse título dele!

Andréa, inspiração é o nome que me vem à cabeça, quando falo sobre meu pai.

Beijos, meninas!

carla yabico disse...

chorei ao ler.

Ives Nelson disse...

Que reverência! Que poesia! Delicadamente lindo Eli! Cada vez que leio um post teu, me surpreendo cada vez mais com sua capacidade de sensibilizar quem sabe o mais turrão dos turrões.

Eli, meu caro, és uma quimera das palavras...

eLi disse...

Você e suas sempre, sempre gentis palavras, amigo Ives!
Fico sem jeito e até sem saber se essas minhas ideias são assim tão tocantes.
Mas são, sim, muito importantes para mim e por isso expresso.

Abraço!