terça-feira, 9 de junho de 2009

Substituição

Uma ligação, telefonema.
Uma conversa inesperada,
Uma proposta alimentada.
Uma noite a dois no apartamento dele.
Para quebrar a noite de domingo.

Transa boa,
Aliás, única.
Sem pudores,
Mesmo sendo entre desconhecidos que eram.

A tradicional conversa pós-tudo, lado a lado,
Na cabeceira da cama.
Antes das vestes retornarem,
Aos corpos (suados) aos quais pertencem.

“Nisso tudo, não te falei uma coisa...”,
Inicia um deles, de lençol sobre sua nudez.
“O quê?”, teme o outro, que veste a cueca.
“Eu tenho uma namorada!”
Surpresa e silêncio.

“Quem não dá assistência,
Abre concorrência,
E perde a preferência”,
Prossegue, em meio a um sorriso,
Daqueles de quando o cara acha que diz algo óbvio.

Sem saber o que dizer,
Ele continua o papo com o cara.
Sabendo que também não pode salvar o mundo.
Sai, então, com mais essa para sua coleção.

3 comentários:

Ives Nelson disse...

Poderia ter termiado sem essa... ai quem sabe nem terminar teria terminado...

eLi disse...

Pois é, Ives! As pessoas nem sempre pensam, somente agem...
Abração!

Anônimo disse...

é incrível como as pessoas brincam com os sentimentos dos outros.